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Oligopólio na Saúde: A Parceria APS–Sírio-Libanês e o Enfraquecimento da Rede AMS Saúde Petrobras

“Beneficiários pagam caro, mas a rede AMS é enfraquecida pelo abandono dos credenciados.”


Escrito por: Andréia Dilma Félix Santana

Criadora da Revista Vitrine do Aposentado, graduanda em Direito e integrante da família Petrobras.



A inauguração do posto do Hospital Sírio-Libanês na Bahia, em parceria com a APS, foi anunciada como um “novo capítulo no cuidado com os trabalhadores da Petrobras”. Mas precisamos dizer com todas as letras: esse capítulo não é escrito pelos beneficiários, e sim pelos grandes grupos privados da saúde.

Os aposentados, pensionistas e trabalhadores da ativa continuam pagando caro pelo plano AMS, mas não veem a rede própria ser fortalecida. Pelo contrário: bairros próximos ao endereço dos beneficiários seguem sem credenciados, obrigando deslocamentos longos e desgastantes. Enquanto isso, recursos da AMS são canalizados para hospitais privados de elite, como o Sírio-Libanês, que já fazem parte do oligopólio da saúde suplementar no Brasil.


Essa política não é neutra. É uma estratégia de enfraquecimento da rede própria e credenciada, construída historicamente pela categoria. Ao terceirizar programas estratégicos como o PASA e o Cuidar, a empresa abre espaço para a privatização indireta da AMS,


| Transformando um patrimônio coletivo em fonte de lucro | para poucos.


E o mais grave: parte da direção sindical, ao legitimar essa parceria, contribui para o fortalecimento do oligopólio, em vez de defender a expansão da rede nos bairros onde os beneficiários vivem. O sindicato deve ser a voz da categoria, não o avalista de acordos que beneficiam hospitais privados em detrimento dos trabalhadores.


Parceria APS–Sírio-Libanês enfraquece a rede AMS. Beneficiários continuam pagando caro sem acesso próximo nos bairros.

Conclusão

A parceria com o Sírio-Libanês não é avanço. É retrocesso. É a porta de entrada para a dependência de hospitais privados e para o esvaziamento da rede própria da AMS.

Cabe à categoria resistir, denunciar e exigir que os recursos pagos pelos beneficiários sejam usados para ampliar a rede credenciada nos bairros, garantindo acesso próximo, justo e público. A AMS é conquista dos trabalhadores e não pode ser entregue ao oligopólio da saúde.

“Pagamos caro pelo plano de saúde da Petrobras, mas vemos a rede credenciada ser abandonada e enfraquecida. Se não defendermos nossa AMS, quem o fará? A luta é pela proximidade, pelo acesso justo e pela preservação de uma conquista histórica da categoria.”



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